sábado, 25 de setembro de 2010

Felicidades


- Ei. Me fala das tuas alegrias.
- Das minhas alegrias?

- Sim. Das suas alegrias, os momentos felizes da sua vida.
- Você tem muito tempo pra me ouvir?

- Pode parar, você já me disse tudo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Quando você sorri


Me toca, encanta, desperta o que há de bom em mim. Me faz esquecer do tempo, porque ele para com você.
Quando você sorri, mexe comigo. Me desconcerta sabe?

Te ver sorrir me traz calma. Aquela leve e momentânea, ou duradoura, ou perpétua, calma. A calmaria depois de uma tempestade, a quietude da brisa. O vento que sopra nas velas do barco, levando-o mais para o mar, para dentro, para o íntimo.


Quando você abre aquele sorriso, o mundo gira, e depois para. Mas quando para, resta somente nós. Eu, você e esse sorriso. Com o qual eu sonho, no qual eu penso, e desenho, lembro, e me deixa paralisada. Acende o dia. Me mostra o caminho.

Por favor, sorri pra mim?

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"Tu tens um jeito de sorrir particularmente bonito, bem raro de se ver, um sorriso tranquilo, satisfeito, afável, que pode fazer feliz aquele a quem se dirige."
Franz Kafka

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ao telefone [2]

Ele - Você conseguiu dormir?
Ela - Sim, depois de um tempo. Você não?
Ele - Demorei muito.
Ela - Por quê?
Ele - Porque seu cheiro ficou em mim.

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"Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e e-mails bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone."
Caio F. Abreu

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


"Posso te garantir que o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma pessoa perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples. Hoje o céu ficou bem nublado, mas depois abriu o maior sol."

E como o assunto é querer/esperar... eu pensei que a gente tem uma mania, um certo costume que muitas vezes nos deixa um pouco decepcionados. Nós sempre esperamos demais. Não, eu não estou dizendo que não devemos esperar nada da vida, nem das pessoas, do amor, e nada de nada. Só estou dizendo que costumamos não esperar, mas imaginar demais.
Esperar não é errado, afinal toda ação nossa tem uma consequência e a cada dia a vida nos é renovada. Esperar é normal. A grande questão é quando passamos a tecer situações.

' Quando eu estiver triste sempre haverá alguém do meu lado / Ele(a) vai voltar, vai me amar / É claro, não existirão mais problemas.'


Todos nós esperamos ter companias todo o tempo, e ter amores todo o tempo, e estar bem todo o tempo. Claro que sim. E esperar essas coisas é o que nos mantém lutando.
É normal, é saudável, mas isso na maioria das vezes não ocorre tão fácil e tão rápido assim.
- Nem sempre nos momentos de choro haverá alguém pra nos ceder o ombro, mas isso te mostrará que precisamos andar com nossos próprios pés (lembre-se que só Deus está sempre ao nosso lado, e nos ajudando a prosseguir).

- Nem sempre ele/a vai voltar, mas depois da dor e da ausência, você perceberá que pode sentir borboletas no estômago, frio nas mãos, arrepios pelo corpo, e o coração palpitando, por alguém outra vez.

- E problemas, nossa, esses sim, não deixarão de existir. Mas a única finalidade do problema, é a de mostrar que você é capaz de solucioná-los e passar por cima deles cantando vitória.

Com o tempo, a gente aprende a esperar sem imaginar demais. Porque quanto mais o fazemos somos pegos de surpresa por situações fora do plano. E quando isso acontece, é até ótimo, porque nos ensina a expandir os limites.

Ao telefone


Ele - Sabe, eu não converso com ninguém como eu converso com você.
Ela - Tá, sei.

Ele - É sério. Com você eu me divirto, o tempo passa e a gente nem vê, e se deixassem a gente continuava falando o dia inteiro.

Ela - Hum... isso é bom né?

Ele - É. E aí eu tava pensando: "Porque só com ela é assim?"

Ela - Porque voce gosta muito de mim.

Ele - E eu sei que você sente isso também.

[40 minutos ao telefone]

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"Assim estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você." Caio F. Abreu

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Arruma a mala

Sabe quando você pensa em tudo aquilo que já viveu?
Só, acompanhado, mal-acompanhado, entre amigos, enfim.

Sabe quando você pensa em tudo que já passou?
A alegria de conquistar algo. A tristeza de perder alguém.
O prazer de andar segundo você mesmo.
A dor de ter feito umas ecolhas erradas.
O amor nascendo e crescendo a cada instante.
A decepção com algumas pessoinhas.

O arrependimento de ter falado, ou de ter silenciado.

A gente pensa em tudo o que já viveu, e vê que não importa esse papo jovem não ter experiência ou de não ter vivido coisas suficientemente maduras ou memoráveis. Quem diz isso é porque acredita que a vida é vivida ano a ano.
Eu? Bem eu penso que ela é vivida instante a instante.

Sabe aquele segundo entre um piscar de olho e outro. Entre uma respiração e outra. Entre um pulsar e outro.
É disso que devemos encher as nossas bagagens.

Não se espera chegar ao fim da vida, para dizer que fez coisas maravilhosas. Se espera a cada segundo ter uma lembrança nova. De como você foi feliz, ou de como você se entristeceu, mas aprendeu a lição.


E aí você percebe as mudanças, as melhoras, as caminhadas, a jornada. Na verdade nem sei porque estou falando isso, mas é que hoje eu percebi que eu tenho algumas histórias na bagagem. Antes eu queria apagar as lembranças delas. Mas agora não. É preciso lembrar, pra ver que eu precisei me agarrar a certeza, certeza de superá-las.
E que bom, eu me feri, mas me curei.

E são essas coisas que se deve levar.





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"Ela era bonita. Mas não era bonita e só - como a maioria dos bonitos, ela era bonita e tinha muitas outras coisas na bagagem."
Caio F. Abreu