domingo, 27 de junho de 2010

Nó na garganta.


"Eu queria dizer algumas coisas que ficaram a ser ditas, mas por algum motivo eu não falei, acho que por aquilo que chamam de nó na garganta.
Lembra quando eu disse que todas as vezes que eu falava "eu te amo", eu falava de verdade, com todo o coração? É sério. Eu sei que é. Agora sei.
Desculpa por ter passado tanto tempo longe. Essa distância toda foi só confusão. Me perdoa também, por ter ficado confuso com algo que tava bem na minha cara e eu só percebi quando estava te perdendo. Mas agora eu sei.
Lembra quando você me disse que sentia uma ansiedade enorme, que dava vontade de pegar o primeiro ônibus e procurar minha casa - mesmo correndo o risco de se perder -, que toda vez que o seu celular tocava você corria e andava com ele o tempo todo esperando que eu ligasse, e que você se pegava sorrindo quando pensava em mim? Lembra?Pois é, eu me sinto assim agora.
Esses meses foram muito vazios. Faltava o som do seu riso no ar, as nossas trocas de canções, os depoimentos, as conversas sinceras, as ligações de boa-noite, a sua voz antes de dormir. Sabe, faltava você.
E pra te provar tudo isso, hoje eu trouxe a sua música. Aquela que eu nunca tive coragem de te mostrar. Que fala do seu jeito, do seu olhar, do seu sorriso, e do meu amor por você. E vou te dizer também aquela frase tão prometida e esperada.
Eu sei, posso até sair daqui com um "não" bem expressivo, ou posso ver que já tem outro alguém ao seu lado. Alguém que te amou enquanto você podia dizer sim, e enquanto era só isso que você queria. E o pior é que você me disse isso, que só precisava de mim. Mas mesmo assim eu precisava dizer, já passei tempo demais guardando essas palavras e esse sentimento, você sabe. Então é isso, lá vai.

Eu ainda penso em você. Na verdade, eu ainda te amo.

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Droga, mania de sonhar acordada. Desculpa gente pelos posts tão desabafos e cheios de amor ressentido, mas é que ultimamente tem chovido tanto aqui.



(...)lá fora e aqui dentro.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Lar

- eu não fui feita para viver sozinha
transforme essa casa em um lar
quando eu subir as escadas e virar a chave
oh, por favor, esteja lá
ainda apaixonado, por mim.



Nada de mais, só pensei nisso, enquanto assistia glee.

domingo, 20 de junho de 2010

Superar.


Nossa, domingo chuvoso de novo.

Mas diferente da última vez, o clima não me fez sentir saudade, ou aquele vazio. Eu pensei em você, eu penso, mas não senti falta do que você costumava fazer com o meu coração.

Claro que no começo, teve essa coisa de ausência, de querer que você viesse antes que fosse tarde, de dizer pra você chegar mais perto, de não deixar que eu me perdesse do seu caminho, e que se você me sentisse distante precisasse me chamar pra perto, e não deixar que isso tudo, virasse nada.

Sério, eu não queria que tivesse sido assim. Eu ainda lembro de você, mas não tem "aquela" saudade que doía, e "aquela" vontade de te ligar no meio da noite, ou de manhã bem cedo, pra ouvir o seu "Oi amor". O tempo passou meu bem, e algumas coisas não podem mais ser guardadas. E olha, eu realmente pensei que poderia dar certo, ia dar, porque era um amor assim, de só precisar saber que você estava ali - e eu te disse, disse que eu só precisava de você -. Mas chegou uma hora em que você não estava mais lá. Tinha aquele probleminha com a distância, mas você estava sempre presente nas minhas ações, em memórias, no msn.
Eu tinha esperança que isso tudo voltasse um dia, mas a gente sabe quando termina. Eu demorei a perceber, mas agora chega. O coração? Bom, ele tá com uma ou outra ferida, mas coloquei um band-aid nele, e vai passar. Talvez não agora, mas vai passar, tudo bem. Eu entendi que é melhor acabar, guardando coisas boas. Fotos, canções, seu CD... e uma capacidade de amar de novo. A chuva já vai passar...

- mix de frases de Caio. F. Abreu, falando por mim.

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P.s: e que a verdade seja dita, nem todas essas coisas são verdade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Like a dream.



Hoje eu sonhei que você voltava.

Eu não te perguntava muita coisa, nem porque você tinha sumido.
Não perguntava por quê você tinha me deixado tão ao vento, com toda essa distância. Acho que você sabe que isso pode causar esquecimento. Você deve saber. É, eu não te perguntava nada. Mas uma coisa eu disse. Não quero ser dramática ou algo assim, mas eu deixei bem claro que senti sua falta.Nossa, como eu senti.
Mas, eu te mostrei que me feri, e também me curei.
Que chorei, mas sorri logo em seguida.

Que cantei uma música triste, mas depois dancei por horas.


Eu senti sua falta. Ainda sinto.

A verdade é que eu não consigo negar que, entre um pensamento e outro, ainda te encontro aqui em mim. E isso me fez sonhar com a sua volta.
Não o despertador não tocou, o galo não cantou, ou minha mãe bateu na porta do quarto, e me tirou do sonho.

Eu estava acordada. Estava de olhos bem abertos. Foi um sonho mais como desejo.
Mas já era a hora de seguir com a realidade. E é isso que eu estou fazendo.

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"Seja como for, continuo gostando muito de você - da mesma forma -, você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, estórias que eu conto às vezes, saudade..." Caio F. de Abreu