quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Honestamente, como você não vê?





Como você não vê que tudo o que eu faço é pra te ver feliz. Que eu só te ligo tarde da noite, porque sua voz é a última que eu quero ouvir antes de dormir. Que quando eu te chamo de Querido, está implícito um “amor meu, minha paixão, meu sonho, meu namorado, motivo da minha felicidade” e bláblá.
Como você não percebeu que quando você me disse que não tinha dado certo com aquela garota eu dei um disfarçado mas muito contente sorriso de alívio?
Como você não viu que eu me desfalecia toda vez que você me confidenciava um novo interesse amoroso? Como você não viu que meu coração, meu sorriso e meu brilho nos olhos foi se quebrando a cada dia que você me falava “as coisas estão ótimas com ela” ou “e eu sinto uma necessidade de cuidar dela cada vez mais”. Poxa, eu precisei de cuidados a cada dia que se passou desses últimos 2 anos, quando você partiu sem nenhuma explicação.
Agora estou eu aqui, ainda apaixonada por você (pode isso?), sendo a sua amiga, ou como você gosta de chamar, sua irmã. O que mais falta pra eu perceber que eu e você nunca aconteceremos? O que tem que doer mais? Talvez sejam aqueles “e se”. E se tivesse sido diferente? E se a gente não tivesse tido tanta pressa? E se você não tivesse sumido? Ou talvez, seja a impossibilidade de sermos “nós”.
Mas você tinha que entender os sinais. Como você percebeu que ela estava apaixonada por você com mensagens, ligações, “eu te amo”, e não viu o que eu sinto, quando eu faço exatamente as mesmas coisas? Ou melhor, fazia, porque no momento eu tô tentando me afastar de você. Te esquecer. E seria ótimo se você me deixasse fazer isso. Pelo menos até que não me doa mais ver vocês juntos, até eu não sentir que vou desabar toda vez que te vejo, até não sentir aquele aperto quando você me abraçar, até que eu não fique mais nervosa ao seu lado. Até que eu não te ame. É isso, até que eu não te ame mais dessa forma. Até que você volte a ser apenas aquele grande amigo.

Me deixa.


- ‎Ok, não vou mentir, tenho sentimentos de estimação por você. Mas estou deixando de alimentá-los. Um dia eles morrem. Gabito Nunes

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hello Ano Novo


Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um tempo bom


E no meio de tanta gente, encontrei você. Na verdade, te enxerguei de verdade, porque você sempre esteve lá. E depois de tantas histórias fracassadas, relações quebradas e desilusões, estou aqui vivendo uma... como diriam mesmo os filmes e livros de romance? Sim, uma linda história de amor. É meio bobo, mas é assim. E é a primeira vez que eu falo sobre como está dando certo. Não sei o por quê, mas eu não conseguia descrever o que temos. Acho que na verdade, eu era mais bem sucedida em escrever sobre meus devaneios românticos e momentos de coração partido. Era mais comum sabe. Mas agora, eu te encontrei ou melhor, te enxerguei. E talvez tenha chegado a minha hora de falar sobre isso, aquela coisa chamada amor. E tem sido bom, simples e especial. E diante de tudo isso, como pensar nos dias de chuva? Como com esse dia lindo, de céu azul, brisa fresca...

segunda-feira, 11 de julho de 2011


- eu só queria te lembrar que a gente faz tudo o que é possível, quando deseja que alguém fique.

E foi isso que eu fiz. Espalhei nossas fotos, compus canções sobre "a história de nós", deixei flores em todo lugar, escrevi versos e poemas. A gente faz tudo o que é possível quando desejas que alguém fique, e como diria Caio, constrói até castelos. E eu os teria feito por você.
Você não ficou. Na verdade, nós não poderíamos ficar nesse momento.
E doeu. Mesmo. Muito. Por um bom tempo.
E eu segui minha vida. Um sorriso aqui, uns abraços ali e acompanhada de suas lembranças, pra não correr o risco de me perder.
Até que você voltou. Nós voltamos. Da forma mais inesperada, no momento mais preciso e com todo amor de sempre.
E então eu penso: é amor.
Caso contrário, porque existiriam tantos planos, sonhos, desejos, nem medo de perder, saudade, pensamento sempre no outro, nem essa espera. Essa espera.
É, acho que te amo mesmo.


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Quero você aqui, no meio das minhas coisas, meus livros, discos, filmes, minhas ideias, manias, suspiros, recortes. Respirando o mesmo ar e todas coisas que alimentam àquela nossa, tua, minha inesgotável saudade. Entra, não pergunte se pode ficar. Vem e fica. Vai e volta.
Gabito Nunes.